Moldura amarela
São tão constantes imprevistos
Neste ritmo rico em ruas e compromissos
Que preenchem o ar que eu respiro
E os endereços que reviso
São tantos delírios
Tantos nomes escritos
Na fumaça solitária sobre a janela
Minha moldura amarela
Vazia moldura amarela
Que olho o céu em noites calmas
Deitada em minha cama
E ao acordar
Corro este mundo pequeno
Passo as esquinas que enfrento
Passo você a dentro
Você me olha e eu olho você
Mas a gente não se vê
São tantas as distâncias
São tantas as distâncias
E você pode até me dar um gracejo
Mas a solidão não se desfaz com um beijo
*
SPP
*
SPP









1 comentários:
é porque talvez vc não lembre de certos beijos...
é preciso acreditar pra só depois acontecer.
adorei o poema.
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